Paul Nicklen, fotógrafo da National Geographic, foi fazer uma reportagem sobre um dos maiores predadores do ártico: uma foca leopardo. Era suposto ser uma tarefa árdua e perigosa, mas cabou por ser uma experiência incrivelmente diferente onde a foca leopardo o alimentou como um filhote por quatro dias!
“Eu entrei na água, assustado com o que poderia acontecer, e nadei até a uma foca leopardo. As minhas pernas estavam a tremer, e eu estava com a boca seca… imediatamente ela largou o pinguim. Veio na minha direção e abriu a boca… A sua cabeça tinha o dobro do tamanho da cabeça de um urso cinzento. Era imensa. Ela colocou toda a minha cabeça e a câmera dentro de sua boca e fez uma exibição da garganta, e aí aconteceu a coisa mais fantástica…Ela saiu e capturou um pinguim vivo. Veio e começou-me a dar o pinguim para eu o comer. Ela libertava os pinguins vivos. Os pinguins disparavam para longe, claro, e ela olhava aborrecida enquanto passava por mim. Fez isso várias e várias vezes. Ela deve ter deduzido que eu era um predador inútil no seu oceano e que provavelmente estava ali para morrer à fome. Ficou apavorada. Então começou-me a me trazer pinguins fracos. Depois, pinguins mortos. Depois, mostrou-me como comer os pinguins. Ela oferecia-me pinguins parcialmente consumidos. Começou a agarrar nos pinguins e a empurrá-los contra a minha câmera – acho que ela pensou que a câmera era a minha boca, o que é o sonho de todo fotógrafo. Isto durou durante quatro dias. Então fui à Antártica para fotografar esse animal potencialmente malvado, e, no final, vi esse predador, esse grande predador da Antártica, a cuidar de mim, a nutrir-me, a alimentar-me por quatro dias seguidos. Foi a experiência mais incrível que eu já tive como fotógrafo da “National Geographic”.
Veja o vídeo aqui.
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